sábado, 22 de novembro de 2014

Previna-se


Previna-se

Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a
vingança.
*
Acautele-se com o seu desassombro, para não cair em temeridade.
*
Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação.
*
Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em
despotismo.
*
Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria.
*
Estude sua dor para que não seja revolta.
*
Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa
sinistra do ódio.
*
Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile
veneno.
*
Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação.
*
Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura
de violência.


Extraído do Livro Agenda Cristã
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito André Luiz

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Perguntas


Perguntas

Observe as próprias indagações, antes de formulá-las, adotando
o silêncio sempre que não tiverem finalidade justa.
Valiosa demonstração de entendimento e de afeto é visitar amigos
ou recebê-los sem perguntas quaisquer.
Ampare quantos lhes compartilham a vida, sem vascolejar-lhes
o coração com interrogatórios desnecessários.
Arrede da boca as inquirições sem proveito sobre a família do
próximo.
Não faça questionários quanto à vida íntima de ninguém.
Entretecer apontamentos sem necessidade, com relação à idade
física de alguém, não é apenas falta de tato e gentileza, mas
também ausência de caridade e de educação.
Se você nutre realmente amizade por essa ou aquela pessoa,
sem qualquer expectativa de tomar-lhe a companhia para a convivência
mais íntima, aceite-a tal qual é sem pedir-lhe certidão do
estado civil em que se encontra.
Indiscrição, leviandade, curiosidade vazia ou malícia afastam
de quem as cultiva as melhores oportunidades de elevação e progresso.
O amor verdadeiro auxilia sem perguntar.
Respeite as necessidades e provações dos outros, para que os
outros respeitem as suas provações e necessidades.

Extraído do Livro Sinal Verde
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito André Luiz

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ante a Mediunidade


Ante a mediunidade

Reunião pública de 15/1/1960
Questão nº 30
No trato da mediunidade, não andemos à cata de louros terrestres, nem
mesmo esperemos pelo entendimento imediato das criaturas.
Age e serve, ajuda e socorre sem recompensa.
Recordemos Jesus e os fenômenos do espírito.
Ainda criança, ele se submete, no Templo, ao exame de homens doutos que
lhe ouvem o verbo com imensa admiração, mas a atitude dos sábios não passa de
êxtase improdutivo.
João Batista, o amigo eleito para organizar-lhe
os caminhos, depois de vê-lo
nimbado de luz, em plena consagração messiânica, ante as vozes diretas do Plano
Superior, envia mensageiros para lhe verificarem a idoneidade.
Dos nazarenos que lhe desfrutam a convivência, apenas recebe zombaria e
desprezo.
Dos enfermos que lhe ouvem o sermão do monte, buscando tocá-lo,
ansiosos, na expectativa da própria cura, não se destaca um só para segui-lo
até à cruz.
Dos setenta discípulos designados para misteres santificantes, não há
lembrança de qualquer deles, na lealdade maior.
Dos seguidores que comeram os pães multiplicados, ninguém surge
perguntando pelo burilamento da alma.
Dos numerosos doentes por ele reerguidos à bênção da saúde, nenhum
aparece, nos instantes amargos, para testemunhar-lhe
agradecimento.
Nicodemos, que podia assimilar-lhe
os princípios, procura-lhe
a palavra, na
sombra noturna, sem coragem de liberar-se
dos preconceitos.
Dos admiradores que o saúdam em regozijo, na entrada triunfal em
Jerusalém, não emerge uma voz para defendê-lo
das falsas acusações, perante a
justiça.
Judas, que lhe conhece a intimidade, não hesita em comprometer-lhe
a obra, diante dos interesses inferiores.
Somente aqueles que modificaram as próprias vidas foram capazes de
refleti-lo, na glória do apostolado.
Pedro, fraco, fez-se
forte na fé, e, esquecendo a si mesmo, busca servi-lo
até à morte.
Maria de Magdala, tresmalhada na obsessão, recupera o próprio equilíbrio
e, apagando-se na humildade, converte-se em mensageira de esperança e
 ressurreição.
Joana de Cusa, amolecida no conforto doméstico, olvida as conveniências
humanas e acompanha-lhe
os passos, sem vacilar no martírio.
Paulo de Tarso, o perseguidor, aceita-lhe
a palavra amorosa e estende-lhe a
BoaNova
em suprema renúncia.
Não detenhas, assim, qualquer ilusão à frente dos fenômenos
medianímicos.
Encontrarás sempre, e por toda parte, muitas pessoas beneficiadas e crentes,
como testemunhas convencidas e deslumbradas diante deles; mas, apenas aquelas
que transfiguram a si mesmas, aperfeiçoando-se
em bases de sacrifício pela
felicidade dos outros, conseguem aproveitá-los
no serviço constante em louvor do
bem.

Extraído do Livro Seara dos Médiuns
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito  Emmanuel

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dever e Trabalho

Dever e Trabalho


O compromisso de trabalho inclui o dever de associar-se a criatura ao esforço de equipe na obra a realizar.
Obediência digna tem o nome de obrigação cumprida no dicionário da realidade.
Quem executa com alegria as tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove às tarefas consideradas maiores.
A câmara fotográfica nos retrata por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro.
Quem escarnece da obra que lhe honorifica a existência, desprestigia a si mesmo.
Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação.
Na formação e complementação de qualquer trabalho, é pre-ciso compreender para sermos compreendidos.
Quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador.